O Brasil chegou a uma marca histórica na conectividade. Pela primeira vez desde o início da série, em 2016, o percentual de usuários de internet no país ultrapassou os 90%. Os dados são da PNAD Contínua Tecnologia da Informação e Comunicação 2025, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.
Segundo o levantamento, 90,5% da população com 10 anos ou mais usou a internet em 2025, o equivalente a 168,7 milhões de pessoas em um universo de 186,4 milhões. O avanço representa alta de 1,3 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice era de 89,2%.
O celular segue como a porta de entrada quase absoluta para a rede. Entre quem acessou a internet, 98,7% o fez pelo telefone móvel, muito à frente da televisão, usada por 57,8%, do computador, com 33,4%, e do tablet, com apenas 9,2%.
O levantamento também traz os números por região do país: Centro-Oeste, 93,6% de usuários; Nordeste, 88,5%; Norte, 89,7%; Sudeste, 90,9%; e Sul, 91,7%. Em todas elas, o uso da internet segue em expansão ano após ano.
O IBGE também mostra que a diferença entre cidade e campo continua diminuindo. Em 2016, a distância entre o uso da internet em áreas urbanas e rurais era de 37,5 pontos percentuais. Em 2025, essa diferença caiu para 8,5 pontos, com a zona rural avançando 1,9 ponto percentual apenas no último ano.
Outro destaque da pesquisa é o crescimento acelerado entre os idosos. O uso da internet entre pessoas com 60 anos ou mais chegou a 74,5% em 2025, alta de 4,4 pontos percentuais frente a 2024, o maior avanço entre todas as faixas etárias. Na direção oposta, crianças de 10 a 13 anos foram o único grupo em que se registrou queda no uso da rede, movimento que o IBGE associa, entre outros fatores, ao aumento da preocupação das famílias com privacidade e segurança.
O levantamento reforça ainda o hábito consolidado de uso diário. Entre quem acessou a internet nos últimos três meses, 95,6% afirmou usar a rede todos os dias, patamar que vem subindo ano a ano desde 2022.
Os números da PNAD Contínua TIC 2025 confirmam um cenário já sentido no dia a dia de cidades do interior, como Oeiras e os demais municípios do Vale do Canindé: o celular deixou de ser apenas ferramenta de comunicação para se tornar o principal, e muitas vezes único, meio de acesso à informação, aos serviços públicos digitais e às redes sociais.



