Colônia do Piauí foi declarada não elegível na certificação ambiental do Piauí em 2026.

O município marcou zero pontos em todos os nove critérios técnicos avaliados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) e somou apenas 55 pontos brutos no Selo Ambiental, conforme resultado publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (13).

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No Vale do Canindé, Colônia ficou na 15ª posição dos 17 municípios do território. Só ficou à frente de Cajazeiras do Piauí, que somou 16 pontos e ocupa a lanterna do ranking, e de São Francisco do Piauí, que sequer foi habilitado no processo.

Confira o ranking completo do Vale do Canindé no Selo Ambiental 2026:

1. São João da Varjota, 243 pontos, Selo A

2. Oeiras, 221,5 pontos, Selo A

3. Simplício Mendes, 184 pontos, Selo A

4. Conceição do Canindé, 172 pontos, Selo A

5. Bela Vista do Piauí, 145 pontos, Selo A

6. Floresta do Piauí, 134 pontos, Selo B

7. Tanque do Piauí, 122 pontos, Selo B

8. Wall Ferraz, 116 pontos, Selo C

9. Santa Rosa do Piauí, 112 pontos, Selo B

10. Santo Inácio do Piauí, 110 pontos, Selo C

11. São Francisco de Assis do Piauí, 109 pontos, Selo C

12. Campinas do Piauí, 107 pontos, Selo C

13. Santa Cruz do Piauí, 104 pontos, Selo C

14. Isaías Coelho, 90 pontos, Selo C

15. Colônia do Piauí, 55 pontos, Não Elegível

16. Cajazeiras do Piauí, 16 pontos, Não Elegível

17. São Francisco do Piauí, Não Habilitado

O resultado contrasta com o desempenho da vizinhança. Cinco municípios do Vale do Canindé conquistaram o Selo A, faixa máxima da certificação: São João da Varjota (243 pontos), Oeiras (221,5), Simplício Mendes (184), Conceição do Canindé (172) e Bela Vista do Piauí (145).

Outros três municípios do território ficaram na faixa do Selo B: Floresta do Piauí (134), Tanque do Piauí (122) e Santa Rosa do Piauí (112). A maioria das cidades do Vale conseguiu alguma certificação. Colônia, não.

A não elegibilidade tem efeitos concretos. Municípios que não comprovam critérios técnicos básicos ficam de fora do reconhecimento estadual em meio ambiente e perdem credibilidade institucional junto a programas ligados à pauta ambiental conduzidos pelo Governo do Estado.

Na prática, é um atestado público de fragilidade na gestão ambiental local.

Entre os critérios avaliados estão saneamento básico, gestão de resíduos sólidos, educação ambiental nas escolas, fiscalização ambiental, proteção de áreas verdes e estrutura administrativa de meio ambiente. Em Colônia do Piauí, nenhum desses pontos foi suficientemente comprovado para gerar pontuação técnica.

O Selo Ambiental é a principal certificação de boas práticas de gestão ambiental dos municípios piauienses. Criado pela Lei Estadual 5.813/2008 e regulamentado pelo Decreto 19.042/2020, com alterações trazidas pelo Decreto 21.996/2023, o programa avalia até nove critérios técnicos. A pontuação máxima da edição 2026 pertence a Teresina, com 325,3 pontos.

A redação do O Oeirense permanece aberta ao contraditório. Eventual posicionamento oficial da Prefeitura de Colônia do Piauí sobre o resultado será publicado em espaço próprio.

O prazo final para apresentação de pedido de reconsideração ao secretário estadual Francisco Feliphe da Luz Araújo se encerra em 18 de maio, conforme o Edital Semarh/Selo nº 003/2026. A Prefeitura de Colônia ainda pode recorrer.

Fonte: https://www.semarh.pi.gov.br/selo-ambiental