Pouco mais de 1 a cada 5 pessoas admitidas com carteira assinada em Oeiras nos últimos dois anos foram mulheres. Em volume absoluto, são 652 admissões femininas e 2.249 masculinas no recorte de 24 meses. Os números são do Novo CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego, levantados por O Oeirense a partir dos microdados oficiais, e cobrem as contratações formais realizadas entre maio de 2024 e abril de 2026.

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As mulheres oeirenses se concentram em alguns setores da economia formal. Saúde humana e serviços sociais é o ramo com maior proporção feminina da cidade, com 81% das admissões sendo de mulheres. A educação aparece em seguida, com 70%. Outras atividades de serviços, que reúne salões de beleza, lavanderias e prestadores autônomos formalizados, também é majoritariamente feminino, com 65%. Alojamento e alimentação, que inclui restaurantes e pousadas, fecha o grupo de setores com maioria feminina, com 52%.

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Em volume absoluto, é o comércio quem mais admite mulheres na cidade. Foram 329 mulheres contratadas pelo varejo oeirense em dois anos, número que sozinho representa metade de todas as admissões femininas formais do município. A proporção de mulheres no comércio é de 35%, e o volume de contratações do setor é um dos maiores da economia formal local.

Em outros setores, a presença feminina é menor. Na construção civil, que é o maior empregador da cidade em volume de admissões, 2,2% das 970 contratações nos últimos dois anos foram de mulheres, o equivalente a 21 admissões femininas em 24 meses. No transporte, armazenagem e correio, o índice é de 4,7%. A agropecuária formal, com baixo volume total, registrou 10,5% de admissões femininas.

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Os dados também mostram um padrão que se repete em todo o Brasil. Setores ligados ao cuidado, à educação e ao atendimento ao público, em que as mulheres são maioria das admissões em Oeiras, pagam tipicamente o salário mínimo nacional como remuneração de entrada. A mediana salarial de admissão das mulheres na cidade é de 1.518 reais, e a dos homens é de 1.654 reais.

Os setores que pagam acima do mínimo, como construção civil, transporte e atividades profissionais como advocacia e contabilidade, têm perfil predominantemente masculino, com medianas de 2.095, 3.080 e 2.251 reais, respectivamente. A correlação entre ocupações majoritariamente femininas e salários de entrada próximos do mínimo é uma característica estrutural do mercado formal brasileiro, não exclusiva do município.

O quadro mostra que a inserção feminina no mercado formal de Oeiras acompanha um padrão histórico nacional, com mulheres ocupando posições em ramos essenciais para a vida coletiva, como saúde, educação, comércio e atendimento ao público, enquanto os setores intensivos em obras, deslocamento e serviços técnicos especializados mantêm perfil predominantemente masculino.

Os dados foram extraídos pela equipe de O Oeirense a partir dos microdados do Novo CAGED do Ministério do Trabalho e Emprego, com recorte nas admissões formais de Oeiras nos 24 meses mais recentes disponíveis, de maio de 2024 a abril de 2026. O Novo CAGED registra apenas vínculos com carteira assinada, regidos pela CLT, e não abrange servidores públicos estatutários, como os concursados do regime próprio. As proporções de gênero e os valores de salário foram apurados diretamente nos registros de movimentação.