Em uma assembleia realizada recentemente, a Associação Piauiense de Municípios (APPM) aprovou um teto de R$ 350 mil para a contratação de shows em municípios do estado do Piauí. A decisão foi tomada para evitar ações judiciais e disputas entre municípios por cachês artísticos. A nova regra entrará em vigor a partir de 1º de julho, após o período das festividades juninas.
A ideia do teto surgiu após uma enquete interna da APPM, onde foram considerados valores de R$ 300 mil, R$ 400 mil e R$ 500 mil. Após debates, o valor de R$ 350 mil foi o mais aceito entre os membros. A proposta será formalizada com o apoio do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) e do Ministério Público, para garantir sua aplicação tanto nos municípios quanto no estado.
O prefeito de São Félix, Joseilson Pio, destacou a importância do teto para municípios menores, afirmando que o valor é razoável e evita que serviços essenciais sejam prejudicados por gastos excessivos com shows. Ele mencionou que a pressão popular por grandes eventos é intensa, especialmente quando outras cidades conseguem financiar grandes apresentações através de emendas parlamentares.
Toninho da Caridade, prefeito de outro município, comentou que a decisão é semelhante à adotada em Pernambuco, onde cidades com maior arrecadação podem realizar múltiplos shows dentro do limite financeiro estabelecido. Ele acredita que a medida ajuda a equilibrar as condições entre municípios de diferentes portes.
Para Oeiras e região, a medida pode significar uma gestão mais equilibrada dos recursos públicos destinados a eventos culturais, permitindo que as cidades menores possam competir de forma mais justa com as maiores na organização de shows. Isso também pode incentivar uma programação cultural mais diversificada e acessível para a população local.
O presidente da APPM, Pompílio Evaristo Lira, destacou que a discussão sobre o teto para shows artísticos é uma pauta recorrente entre associações de municípios em todo o país. Ele ressaltou que a medida não apenas promove uma gestão financeira mais responsável, mas também reflete um esforço coletivo para garantir que todos os municípios tenham acesso a eventos culturais de qualidade sem comprometer suas finanças.
