A Petrobras anunciou planos de investir US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial, incluindo o Piauí, como parte de seu Plano de Negócios 2026-2030. A estatal pretende perfurar 15 poços na região, que representa 37,5% do total de investimentos em exploração para o período.
A Margem Equatorial, que se estende por 2.200 quilômetros do Amapá ao Rio Grande do Norte, é vista como estratégica para a produção futura de petróleo. A área é uma alternativa para compensar o declínio do pré-sal nas próximas décadas.
Embora os pedidos de licenciamento estejam concentrados no Amapá, o Piauí acompanha de perto os desenvolvimentos, já que seu litoral faz parte dessa nova fronteira energética. Isso pode trazer investimentos e empregos para o Nordeste.
Atualmente, três poços aguardam autorização ambiental. A Petrobras já solicitou ao Ibama licenças para perfuração, mas o processo ainda está em avaliação, com foco em ajustes nos planos de proteção ambiental.
O licenciamento ambiental é um desafio, pois o Ibama analisa informações adicionais desde 14 de agosto de 2026. A concessão da licença depende da validação técnica de todas as exigências.
O projeto tem gerado debate devido à sensibilidade ambiental da área, com organizações como Greenpeace e WWF-Brasil alertando para possíveis impactos nos recifes e manguezais da região.


