O Piauí será apresentado ao mundo como exemplo de políticas públicas transformadoras durante o 10º Fórum Internacional de Parcerias Público-Privadas da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (Unece). O evento, que ocorrerá em Barcelona, Espanha, entre os dias 27 e 29 de novembro, contará com a apresentação do projeto da Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi) nesta terça-feira (28), às 11h30, horário local.

A iniciativa piauiense integra um seleto grupo de projetos internacionais que promovem desenvolvimento sustentável e ampliam o acesso a serviços essenciais. O projeto se destaca por atender populações rurais dispersas, em regiões onde o modelo tradicional de abastecimento de água não é viável. A estratégia foi estruturada pelo governo sob a liderança do governador Rafael Fonteles.

O reconhecimento internacional do projeto reforça seu impacto na vida de milhares de piauienses. Thaís Araripe, diretora-geral da Agrespi, enfatiza que o trabalho continua enquanto houver famílias sem acesso à água. A inclusão dessas comunidades no contrato de concessão de serviços representa um avanço significativo na promoção da dignidade e redução das desigualdades.

O projeto inovador inclui soluções adaptadas para áreas rurais, como abastecimento por carro-pipa, cisternas, poços e sistemas descentralizados. Pela primeira vez no Brasil, um contrato de concessão de água e esgoto abrange populações fora das redes convencionais, garantindo um investimento operacional mínimo de R$ 20 milhões anuais.

Em Oeiras e região, a iniciativa promete melhorar significativamente a qualidade de vida das comunidades rurais, que historicamente enfrentam dificuldades no acesso a água potável. A ação se alinha aos esforços do governo estadual em promover políticas públicas que atendam demandas locais e regionais.

Thaís Araripe destaca que o projeto vai além de um reconhecimento institucional, pois representa um compromisso contínuo com a população. O modelo piauiense não apenas inspira outras regiões, mas também reafirma a importância de políticas públicas inclusivas e sustentáveis.