O avanço para uma nova etapa do estudo da transposição do Rio São Francisco para o Piauí foi anunciado na última quarta-feira (29), durante uma oficina em Brasília. Coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o projeto visa beneficiar mais de 1,5 milhão de pessoas através da integração hídrica no estado. O evento discutiu o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Social (EVTEAS), essencial para a continuidade do planejamento.
O projeto busca ampliar a oferta de água no semiárido piauiense, região que enfrenta frequentes restrições hídricas. Antes desta fase, audiências foram realizadas no Piauí para ouvir as demandas locais e avaliar a viabilidade da proposta. A iniciativa contempla a possibilidade de captar água no Lago de Sobradinho, na Bahia, para abastecer cidades das bacias dos rios Canindé e Piauí.
Giuseppe Vieira, secretário nacional de Segurança Hídrica, destacou a importância do momento para o projeto. "Estamos cumprindo mais uma etapa importante do estudo de viabilidade do projeto de integração hídrica do semiárido piauiense. É uma região que enfrenta restrições hídricas frequentes e o objetivo é garantir segurança no abastecimento", afirmou.
O histórico de escassez hídrica no Piauí impulsiona a necessidade de projetos como este. A transposição do Rio São Francisco já foi tema de debates anteriores, mas agora ganha força com o apoio institucional e técnico. O projeto é visto como uma solução para mitigar os impactos das secas e garantir um abastecimento mais regular para a população afetada.
Em Oeiras e região, a expectativa é que a transposição traga melhorias significativas na disponibilidade de água, o que pode impactar positivamente a agricultura e a qualidade de vida dos moradores. A integração hídrica é vista como um passo crucial para o desenvolvimento sustentável local, reduzindo a vulnerabilidade frente às secas prolongadas.
Bruno Cravo, diretor do Departamento de Projetos Estratégicos, ressaltou a importância da articulação entre os órgãos envolvidos. "A parceria entre os órgãos fortalece o estudo e possibilita um planejamento mais eficaz", disse. O projeto segue em análise, com a expectativa de que as próximas etapas avancem rapidamente para atender às necessidades urgentes da região.



