O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, explicou como a Justiça Eleitoral atuará na identificação e preservação de provas em casos de deepfakes e desinformação nas Eleições 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu critérios para identificar conteúdos manipulados por inteligência artificial.

José Wilson afirmou que o TSE forneceu orientações aos tribunais regionais sobre ferramentas para identificar conteúdos manipulados e procedimentos para garantir a preservação das provas digitais. Ele destacou que uma captura de tela pode não ser suficiente para comprovar irregularidades, sendo necessário preservar todos os elementos relacionados ao conteúdo.

Após a preservação do material, a Justiça Eleitoral poderá verificar se houve uso de deepfake ou divulgação de informações falsas. Nesta semana, o TSE definiu como deepfake o conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial que apresente realismo ou verossimilhança.