A Unidade de Pronto Atendimento de Oeiras conta com 83 profissionais cadastrados ativamente no quadro estadual. A equipe multiprofissional reúne médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, profissionais de radiologia, assistentes sociais, farmacêutico e equipe de retaguarda, e atua em revezamento para manter a unidade aberta em regime ininterrupto de 24 horas. É a dedicação dessa equipe que sustenta a operação que coloca a UPA de Oeiras como uma das unidades públicas mais ativas do interior do Piauí em volume de produção registrada.

Em 2025, a unidade contabilizou mais de 411 mil procedimentos aprovados na base pública do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. O número é o maior já registrado pela UPA desde o início da série contínua disponível, em 2017. O volume equivale a uma média mensal próxima de 34 mil procedimentos e a um ritmo de mais de mil registros por dia. Todos os atendimentos da UPA são classificados como de média complexidade no SUS, conforme tabela do Ministério da Saúde.

A operação tem registro contínuo de produção pública desde 2017. O período crítico da pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021, levou à redução da demanda assistencial em todo o país, e a UPA também registrou queda nos números, sem em nenhum momento interromper o atendimento. A partir de 2022, a unidade retomou o crescimento de forma consistente. A trajetória anual da operação pode ser lida ano a ano nos seguintes patamares:

Em 2017, mais de 226 mil procedimentos registrados. Primeiro ano com cobertura contínua na base pública.

Em 2018, mais de 290 mil procedimentos. Expansão do atendimento.

Em 2019, mais de 300 mil procedimentos. Pico do período pré-pandemia.

Em 2020, mais de 197 mil procedimentos. Período crítico da pandemia da Covid-19, com redução nacional da demanda assistencial.

Em 2021, mais de 225 mil procedimentos. Retomada gradual da operação.

Em 2022, mais de 349 mil procedimentos. Volume já superior ao pré-pandemia.

Em 2023, mais de 376 mil procedimentos. Maior volume anual registrado até então.

Em 2024, mais de 340 mil procedimentos. Consolidação do patamar superior a 340 mil.

Em 2025, mais de 411 mil procedimentos. Novo recorde anual da unidade.

A leitura mês a mês ao longo dos oito anos analisados mostra um padrão sazonal moderado. Historicamente, dezembro é o mês de maior volume registrado pela UPA, com média histórica próxima de 26 mil procedimentos. Março aparece em segundo lugar, com volume similar. O mês de fevereiro tem o menor movimento histórico, com média próxima de 22 mil registros. A diferença entre o pico de dezembro e o vale de fevereiro é de aproximadamente 16 por cento, indicando que a unidade opera com volume relativamente distribuído ao longo do ano.

Pela divisão em trimestres, o quarto trimestre, que reúne outubro, novembro e dezembro, é historicamente o mais movimentado da UPA, com média mensal próxima de 25 mil procedimentos. O terceiro trimestre, de julho a setembro, registra a menor média histórica. O padrão pode estar associado a fatores como aumento de acidentes domésticos no fim de ano, surtos respiratórios típicos do período, maior circulação de pessoas em momentos festivos e a busca por resolução de demandas de saúde antes da virada do ano.

A UPA de Oeiras integra a Rede de Atenção às Urgências do Piauí, estrutura coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, e funciona como referência da urgência intermediária para os moradores de Oeiras e para os pacientes encaminhados de cidades do território Vale do Canindé. A função regional da estrutura de saúde do município se confirma também no Hospital Regional Deolindo Couto, equipamento estadual que recebe parte dos encaminhamentos da UPA. Segundo o Sistema de Informações Hospitalares do SUS, em média quase metade dos pacientes internados anualmente no HRDC tem residência em outros municípios, indicador que reforça o porte regional do conjunto da rede oeirense.

Os dados utilizados pela reportagem foram extraídos do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS e do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, ambos mantidos pelo Ministério da Saúde, com acesso pela Base dos Dados, plataforma pública que organiza informações governamentais brasileiras. O recorte considerado para a análise da produção da UPA é da série contínua disponível entre 2017 e 2025.