O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, declarou nesta quarta-feira (3) que a corporação irá analisar a recomendação do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) sobre o uso de redes sociais por policiais civis. A recomendação foi feita após o MPPI solicitar que o delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), evite publicar conteúdos envolvendo presos e operações policiais.

O MPPI não apenas direcionou orientações a Charles Pessoa, mas também recomendou que a Secretaria de Segurança Pública, a Delegacia-Geral e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil adotem medidas para regulamentar o uso das redes sociais. O objetivo é estabelecer critérios técnicos e impessoais para a divulgação de informações relacionadas à atividade policial.

Luccy Keiko afirmou que a Polícia Civil já possui normas internas que disciplinam a divulgação de imagens e a atuação dos servidores nas redes sociais. "Já temos regulamentação na Delegacia-Geral vedando várias condutas", declarou. Ele ressaltou que a recomendação do MPPI será cuidadosamente analisada para identificar possíveis conflitos com as normas vigentes.

O histórico de uso de redes sociais por policiais tem gerado discussões sobre a privacidade e a exposição de investigações em curso. O MPPI busca evitar que a divulgação de informações sensíveis comprometa a integridade das operações e a segurança dos envolvidos. A recomendação visa garantir que a comunicação nas redes sociais seja feita de forma responsável e ética.

Em Oeiras e região, a questão da divulgação de informações policiais nas redes sociais é acompanhada de perto pela população, que busca transparência nas ações policiais. A análise da recomendação pelo delegado-geral pode resultar em ajustes nas práticas locais de comunicação, impactando diretamente a forma como a Polícia Civil interage com a comunidade.

Luccy Keiko destacou a importância do diálogo com o Ministério Público para resolver possíveis divergências. "Nossa relação institucional é muito boa. Vejo isso com naturalidade e acredito que podemos chegar a um consenso que beneficie tanto a instituição quanto a sociedade", concluiu o delegado-geral.