José Cleuton da Silva, de 48 anos, foi preso no Piauí sob acusação de gravar e vender vídeos íntimos de mulheres sem o consentimento delas. A Polícia Civil informou que, até o momento, pelo menos sete mulheres registraram denúncias contra ele. Após a prisão, outras vítimas procuraram a polícia nesta sexta-feira (29), levantando a suspeita de que o número de vítimas possa ser ainda maior.
De acordo com as investigações, os crimes ocorrem há mais de 10 anos. José Cleuton utilizava pastas com celulares escondidos para realizar as gravações, cobrando cerca de R$ 75 por cada vídeo. Além disso, ele teria utilizado robôs para automatizar a venda dos vídeos pela internet, ampliando o alcance de sua atividade criminosa.
Após a prisão de José Cleuton, o delegado Humberto Mácola, coordenador do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), relatou que novas denúncias surgiram. "Estamos investigando a possibilidade de haver mais vítimas, visto que o modus operandi do suspeito era bastante sofisticado", afirmou o delegado.
Na residência do suspeito, a polícia apreendeu garrafas de bebidas alcoólicas vazias, que levantaram suspeitas de falsificação. Este detalhe adiciona uma nova linha de investigação, embora o foco principal permaneça nos vídeos gravados sem autorização.
Em Oeiras e região, o caso gerou grande repercussão, principalmente entre as mulheres, que demonstraram preocupação com a segurança e privacidade. A polícia local está em alerta, incentivando possíveis vítimas a se apresentarem para garantir a devida investigação e proteção.
O delegado Mácola destacou a importância da denúncia e da colaboração das vítimas para o avanço das investigações. "É fundamental que as mulheres que se sentirem lesadas procurem as autoridades. Estamos empenhados em garantir que todos os responsáveis sejam devidamente punidos", concluiu.


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