O Piauí registrou, em 2024, o índice mais alarmante do Brasil em relação a mortes no trânsito envolvendo motociclistas. Segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 72,7% das mortes no trânsito no estado foram de motociclistas, totalizando 1.162 óbitos.

O relatório aponta que o uso crescente de motocicletas por pessoas de baixa renda, juntamente com a expansão dos serviços de entrega por aplicativos, são fatores que contribuem para esse cenário. A taxa de mortalidade no trânsito no Piauí é de 34,4 por 100 mil habitantes, destacando-se como a mais elevada do país.

A situação crítica do trânsito no Piauí gerou preocupação entre especialistas e autoridades locais. O aumento do uso de motocicletas, aliado à falta de investimentos em infraestrutura e gestão do trânsito, são apontados como principais desafios a serem enfrentados para reduzir esse índice alarmante.

Além das mortes no trânsito, o estado também enfrenta um aumento significativo nos índices de violência. Entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios cresceu 20,5%, atingindo um total estimado de 721 casos. As cidades de Teresina e Parnaíba concentram os índices mais elevados de violência, impactando principalmente mulheres e pessoas negras.

Em Oeiras, a realidade não é diferente. A cidade também observa um aumento no número de motociclistas e na circulação de veículos, refletindo a tendência estadual. A falta de infraestrutura adequada para suportar esse crescimento é um desafio constante para as autoridades municipais.

Em resposta aos dados alarmantes, o secretário de trânsito do Piauí, em entrevista, destacou a necessidade urgente de investimentos em educação no trânsito e melhorias na infraestrutura viária. Ele ressaltou a importância de políticas públicas eficazes para reverter o atual cenário e garantir maior segurança para os usuários das vias.