Oeiras fechou os sete primeiros meses de 2026 com 125 vagas formais a mais do que tinha em janeiro. É mais que o triplo do resultado do mesmo período de 2025, quando o saldo ficou em 38. Os números são do Novo CAGED, o cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego que registra cada admissão e cada demissão com carteira assinada no país.

A marca do ano é a retenção. Oeiras admitiu 934 trabalhadores até julho, praticamente o mesmo volume de 2025, quando foram 936, mas segurou melhor quem já estava empregado. Os desligamentos caíram de 898 para 809, uma diferença de 89 demissões a menos. É daí que vem a distância entre um ano e outro.
A construção civil sustenta o ano quase sozinha. O setor abriu 395 vagas e fechou 296, saldo de 99, o equivalente a 79% de tudo o que Oeiras gerou. As ocupações que mais cresceram são todas do canteiro: servente de obras, com 131 admissões e saldo de 73, pintor de obras, com saldo de 24, e pedreiro, com 18.
O peso da obra fica mais claro quando se olha só o emprego masculino. Os homens responderam por 89 das 125 vagas do ano, e a construção sozinha gerou 102 postos para eles. Descontado o setor, o saldo masculino em Oeiras seria negativo em 13.
Entre as mulheres o motor é outro. O saldo feminino foi de 36 vagas, e a educação respondeu por 20 delas, mais da metade. A ocupação que mais cresceu foi a de professora da educação de jovens e adultos do ensino fundamental, com saldo de 13. Depois vêm faxineira, com 8, e técnica agrícola, com 6.

No recorte estadual, Oeiras terminou o período à frente de cidades como Piripiri, Barras, José de Freitas, Esperantina e Altos. E muito à frente de Campo Maior, que fechou julho com o pior saldo do Piauí, 234 vagas a menos do que tinha no começo do ano.
O município também se destacou acima do conjunto do estado. Enquanto o saldo do Piauí recuou de 16.050 vagas no acumulado de janeiro a julho de 2025 para 13.792 no mesmo período deste ano, uma queda de 14%, o de Oeiras mais que triplicou.
O salário mediano de admissão no município, no período, ficou em 1.710 reais.
Os dados consideram as declarações feitas fora do prazo e as exclusões lançadas até a divulgação de julho, publicada pelo Ministério do Trabalho em 28 de agosto, e por isso pequenas diferenças em relação aos números divulgados na época de cada mês são esperadas. Os dados de agosto devem ser divulgados no fim de setembro.



