O procurador regional eleitoral no Piauí, Kelston Lages, destacou que o avanço da inteligência artificial representa um dos principais desafios para a fiscalização da propaganda eleitoral na internet nas eleições de 2026. Ele mencionou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu regras específicas para o ambiente digital, visando impedir a disseminação de conteúdos manipulados.

Kelston Lages afirmou que o uso de inteligência artificial é permitido, desde que respeite o princípio da autenticidade, garantindo que a propaganda eleitoral retrate fatos verdadeiros e não induza o eleitor ao erro. Ele enfatizou que mensagens devem traduzir a verdade, sem falsear conteúdos, imagens, áudios ou vídeos.

O procurador ressaltou que a internet se tornou um dos principais meios de comunicação das campanhas eleitorais, recebendo tratamento específico da Justiça Eleitoral. As eleições de 2026 serão as primeiras sob as novas normas do TSE, que preveem sanções para práticas como fake news e deepfakes.